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Histórico da Inteligência Artificial

A gestação da Inteligência Artificial (de 1943 até 1955)

  • McCulloch e Pitts (1943): realizaram o primeiro trabalho reconhecido como IA. Eles propuseram o modelo de neurônios artificiais em que cada neurônio é caracterizado como estando no estado ativado (on) ou desativado (off), com a troca de ativado ocorrendo em resposta à estimulação de um número de neurônios vizinhos. Esses dois pesquisadores se basearam em três fontes:
  • 1) o conhecimento da fisiologia básica e da unção dos neurônios no cérebro.
    2) uma análise formal da lógica proposicional.
    3) a teoria da computação de Turing
  • Hebb (1949): demonstrou a regra aprendizagem de Hebb, que é uma regra de atualização simples para modificar as intensidades de conexão entre neurônios.
  • Turing (1950): articulou uma visão completa da Inteligência Artificial em seu artigo “Computing Machinery and Intelligency”, onde apresentou o teste de Turing, aprendizagem de máquina, algoritmos genéticos e aprendizagem por reforço.
  • Minsky e Edmonds (1951): construíram o SNARC – o primeiro computador de rede neural. Mais tarde, Minsky provou teoremas que mostravam as limitações da pesquisa em redes neurais.

O nascimento da Inteligência Artificial (de 1956)

  • McCarthy (1956): juntamente com Minsky, Shannon e Rochester, pretendiam reunir pesquisadores dos Estados Unidos interessados em teoria de autômatos, redes neurais e no estudo da inteligência. Então, organizaram um seminário de dois meses em Dartmouth, onde compareceram 10 participantes ao todo.

    Newell e Simon apresentaram o programa de raciocínio Logic Theorist (LT). O LT conseguiu criar uma prova de teorema mais curta que a presente no livro “Principia Mathematica” de Russel e Whitehead.

    Foi feito um acordo para adotar o nome para a área: Inteligência Artificial, sugerido por McCarthy.

Entusiasmo Inicial, Grandes Expectativas (de 1952 até 1969)

  • Os primeiros anos da Inteligência Artificial foram repletos de sucessos, embora de uma forma limitada.
  • O sucesso de Newell e Simon prosseguiu com o GPS (Solucionador de Problemas Gerais) – projetado para imitar protocolos humanos de resolução de problemas, incorporando a abordagem de “pensar de forma humana”.
  • Hipótese do sistema de símbolos físicos: qualquer sistema (ser humano ou máquina) que exibe inteligência, deve operar manipulando estruturas de dados compostas por símbolos.
  • Samuel (1952): escreveu uma série de programas para jogos de damas e contestou a idéia de que os computadores só podem realizar atividades para as quais foram programados: seu programa aprendeu a jogar melhor do que o seu criador.
  • McCarthy (1958): saiu de Dartmouth para o MIT, e contribuiu com três realizações

    Definiu a linguagem de alto nível LISP, que acabou por se tornar a linguagem de programação dominante na IA.

    Ele e outros pesquisadores do MIT ciraram o compartilhamento de tempo (time sharing).

    Publicou o artigo “Programs with common sense”, onde descreve o Advice Taker – programa hipotético projetado para usar o conhecimento com a finalidade de buscar soluções para problemas. O Advice Taker incorporava os princípios centrais de representação de conhecimento e de raciocínio: de que é útil ter uma representação formal e explícita do mundo e do modo como as ações de um agente afetam o mundo, e ser capaz de manipular essas representações com processos dedutivos.

  • Gelernter (1959): construiu o Geometry Theorem Prover, que podia demonstrar teoremas que seriam considerados bastante complicados por muitos alunos de matemática.
  • Micromundos: problemas com domínios limitados cuja solução parecia exigir inteligência.
  • SAINT (1963): este programa era capaz de resolver problemas de cálculo integral típico do primeiro ano acadêmico.

    STUDENT (1967): resolvia problemas clássicos de álgebra.

    ANALOGY (1968): resolvia problemas de analogia geométrica que aparecem em testes de QI.

    O mais famoso micromundo é o mundo de blocos, que consiste em reorganizar os blocos, dado um conjunto de blocos colocados em uma mesa, de uma certa maneira, utilizando a mão de um robô que pode erguer um bloco de cada vez.

  • O trabalho das redes neurais também prosperou.

    Redes Adalines – surgiu do aperfeiçoamento dos métodos de aprendizado de Hebb.

    Teorema de convergência do percepton.

Uma dose de realidade (de 1966 até 1973)

  • Os primeiros trabalhos previam um progresso muito mais rápido desta área do que de fato ocorreu. Todos os trabalhos tinham em comum um início pretensioso para, em seguida, esbarrar em dificuldades intransponíveis.
  • Dificuldade: O problema não era fazer um programa que realizasse certa tarefa, mas que a realizasse “bem” (racionalmente).
  • Minsky e Papert publicaram o livro Perceptrons (1969), onde provaram que os perceptrons (forma simples de rede neural) embora pudessem aprender tudo o que eram capazes de representar, podiam representar muito pouco. Apesar deste resultado não se aplicar a redes neurais mais complexas (de várias camadas), pesquisas relacionadas a redes neurais se reduziram a quase nada.

    Propriedade comum aos Jogos e as Provas de Teoremas

    Hipótese: Embora as pessoas que as fizeram fossem consideradas exibidoras de inteligência, parecia que os computadores poderiam funcionar bem simplesmente por serem mais rápidos na exploração de um grande número de caminhos de soluções e depois escolher a melhor.

    Prática: Nenhum computador é rápido o suficiente para superar a explosão combinatória gerada por tais problemas.

O retorno das redes neurais (de 1986 até a atualidade)

  • A ciência da computação abandonou, em grande parte, o campo de redes neurais no final dos anos 70.
  • Na metade da década de 80, pelo menos quatro grupos diferentes de pesquisadores recriaram o algoritmo de aprendizado pro retropropagação, descoberto em 1969.
  • As abordagens dos modelos conexionistas e os modelos simbólicos se tornam complementares e não concorrentes.

A IA se torna uma ciência (de 1987 até a atualidade)

  • Modelos ocultos de Markov (MOMs) passaram a dominar a área da IA. Eles se baseiam em uma teoria matemática rigorosa, o que permitiu a pesquisadores da fala utilizarem resultados matemáticos de outras áreas. Além disso, eles são gerados por um processo de treinamento em um grande conjunto de dados reais de fala, o que assegura um desempenho robusto.
  • As redes neurais passaram a ser comparadas a técnicas correspondentes da estatística, do reconhecimento de padrões e do aprendizado de máquina, podendo ser utilizada técnica mais promissora em cada aplicação. Como resultado desse desenvolvimento, aparece a tecnologia de mineração de dados.
  • A rede Bayesiana foi criada para permitir a representação eficiente do conhecimento incerto e o raciocínio rigoroso com a utilização de conhecimentos envolvendo probabilidade e a teoria da decisão. Este raciocínio probabilístico domina a pesquisa sobre raciocínio incerto e sistemas especialistas. Esta abordagem admite o aprendizado a partir de experiências e combina o melhor da IA clássica e das redes neurais. Isto promoveu a idéia de sistemas especialistas de diagnóstico normativo; vários estão presentes no sistema operacional WindowsTM para correção de problemas.
  • Houve uma revolução também nos trabalhos dos campos de robótica, visão computacional e representação de conhecimento.

 

 
 
 
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