< Super Dicas |  Glossário  |  Softwares  | Cuca Sabida  |  Aprenda | Tutoriais |  Página inicial  > 

 
 
  Aulas
Internet
Linguagens
Redes
Hardware
Banco de Dado
Comp. Gráfica
I. A.
Algoritmos
S. Operacional

  Sofwares
Ms-Word
Ms-Excel
I. Explorer
Front Page
Linux
Winzip

  Instrutor.com
:: Contatos
:: Quem somos
:: Publicidade
:: Ganhamos
:: Comente
:: Parcerias

  Ferramentas
Mapa do Site
Downloads

  Eu gostei
Home Page
Papel / Parede

 

Fundamentos da Inteligência Artificial

Será apresentado um breve histórico das disciplinas que contribuíram com idéias, pontos de vista e técnicas para a IA.

Filosofia

  • Aristóteles (384-322 AC): formas de raciocínio dedutivo (silogismo).
  • Ramon Lull (1315): propôs que o raciocínio útil poderia ser conduzido por um artefato mecânico.
  • Leonardo da Vinci (1452-1519): projetou, mas não construiu, uma calculadora mecânica.
  • Wilhelm Schickard (1592-1635): construiu a primeira máquina de calcular conhecida. Embora a mais famosa seja a Pascaline de Blaise Pascal.
  • René Descartes (1596-1650): apresentou a primeira discussão clara da distinção entre mente e matéria, e dos problemas que surgem desta distinção.
    • Dualismo: sustenta que há uma parte da mente humana (ou alma) que transcende a natureza, isenta das leis físicas. Por outro lado, os animais não possuem essa qualidade dual.
    • Materialismo: sustenta que a operação do cérebro de acordo com as leis da física constitui a mente.
    • Empirismo: caracterizou-se pela frase: “Não há nada na compreensão que não estivesse primeiro nos sentidos.”
    • Princípio de indução: as regras gerais são adquiridas pela exposição a associações repetidas entre seus elementos.
    • Doutrina do positivismo lógico: sustenta que todo conhecimento pode ser caracterizado por teorias lógicas conectadas, em última análise, a sentenças de observação – correspondem a entradas sensoriais.
    • A teoria da confirmação: tentava compreender como o conhecimento pode ser adquirido a partir da experiência. Foi a primeira teoria da mente como um processo computacional.
    • Conexão entre conhecimento e ação: a inteligência exige ação, bem como raciocínio. Apenas pela compreensão de como as ações são justificadas podemos compreender como construir um agente cujas ações sejam racionais.

Matemática (cerca de 800 até a atualidade)

  • George Boole (1815-1864): definiu os detalhes da lógica proposicional ou lógica booleana.
  • Gottlob Frege (1848-1925): estendeu a lógica de Boole para incluir objetos e relações, criando a lógica de primeira ordem, que é usada como sistema básico de representação de conhecimento.
  • Euclides: criou o primeiro algoritmo não-trivial, para calcular o maior denominador comum (mdc).
  • David Hilbert (1862-1943): apresentou uma lista com 23 problemas, onde o último deles é o famoso problema de decisão – que pergunta se existe um algoritmo para determinar a verdade de qualquer proposição lógica envolvendo números naturais.
  • Kurt Gödel (1906-1978): criou o teorema da incompleteza onde mostra que, em qualquer linguagem que descreva as propriedades dos números naturais, existem afirmações verdadeiras que são indecidíveis no sentido de que sua verdade não pode ser estabelecida por qualquer algoritmo.
  • Alan Turing (1912-1954): mostrou que existem algumas funções que nenhuma máquina de Turing pode calcular. Por exemplo, nenhuma máquina pode determinar se um dado programa retornará uma resposta ou se continuará funcionando para sempre, dada uma certa entrada.
    • Noção de Intratabilidade: um problema é chamado de intratável se o tempo necessário para resolver instâncias do problema cresce exponencialmente com o tamanho das instâncias. Assim, até mesmos instâncias moderadamente grandes não podem ser resolvidas em tempo razoável.
    • Teoria da NP-Completeza: qualquer classe de problemas à qual a classe de problemas NP-Completos pode ser reduzida, provavelmente, é intratável. Nos últimos anos, a IA ajudou a explicar porque algumas instâncias de problemas NP-Completos são difíceis enquanto que outras são fáceis.
    • Teoria da Probabilidade: foi descrita em termos dos resultados possíveis de jogos de azar e se transformou em uma parte valiosa de todas as ciências quantitativas, ajudando a lidar com medidas incertas e teorias incompletas.

Economia (de 1776 até a atualidade)

  • Tratamento matemático de utilidade: a economia estuda como as pessoas fazem escolhas que levam a resultados preferenciais.
  • Teoria de decisão: combina a teoria da probabilidade com a teoria de utilidade e fornece uma estrutura formal e completa para decisões tomadas sob incerteza.
  • Teoria dos jogos: em alguns jogos, um agente racional deve agir de forma casual, ou pelo menos, deve parecer casual para os adversários.
  • Processos de decisão de Markov: formalização de uma classe de problemas de decisão seqüencial.
  • Satisfação: sustentou a realização de tomadas de decisão “boas o suficiente”, ao invés de calcular uma decisão ótima, e assim, forneciam uma descrição melhor do comportamento humano real.

Neurociência (cerca de 1861 até a atualidade)

  • Estudo do sistema nervoso – particularmente do cérebro: deseja descobrir o modo exato como o cérebro habilita o pensamento.
  • Estudo da afasia (deficiência da fala): revigorou o campo e persuadiu a classe médica da existência de áreas localizadas no cérebro responsáveis por funções cognitivas específicas.
  • Atualmente temos dados sobre o mapeamento entre áreas do cérebro e as partes do corpo que elas controlam ou recebem entrada sensorial. Mas não compreendemos como outras áreas do cérebro podem assumir o comando de certas funções quando uma área é danificada, e, nem como a memória de um indivíduo é armazenada.

Psicologia (de 1879 até a atualidade)

  • Behaviorismo: rejeitava qualquer teoria que envolvesse processos mentais com base no fato de que a introspecção não poderia fornecer evidência confiável. Estudavam apenas os “estímulos” dados a um animal e suas ações resultantes ou “respostas”.
  • Psicologia Cognitiva: a visão do cérebro como um dispositivo de processamento de informações. Insistiam que a percepção envolvia uma forma de inferência lógica inconsciente.
  • Kenneth Craik (1943): especificou os três passos fundamentais de um agente baseado no conhecimento:
    1. o estímulo deve ser traduzido em uma representação interna
    2. a representação é manipulada por processos cognitivos para derivar novas representações internas e
    3. por sua vez, essas representações são de novo traduzidas em ações.
  • Ciência Cognitiva: teve início em um seminário em setembro de 1956 no MIT (apenas dois meses após a conferência em que a IA nasceu).

Teoria de Controle e Cibernética (de 1948 até a atualidade)

  • Norbert Wiener (1894-1964): foi a figura central da criação da teoria de controle. Assim, como Craik, ele e seus colegas desafiaram a ortodoxia behaviorista, pois viram o comportamento consciente como o resultado de um mecanismo regulador tentando minimizar o “erro” – diferença entre o estado atual e o estado objetivo.
  • No final da década de 1940, Wiener, McCulloch, Pitts e Von Neumann, organizaram uma série de conferências que exploraram os novos modelos matemáticos e computacionais da cognição e influenciaram muitos outros pesquisadores nas ciências do comportamento.
  • O livro de Wiener, Cybernetics (1943), despertou o público para a possibilidade de máquinas dotadas de inteligência artificial.
  • A moderna teoria de controle, em especial o ramo conhecido como controle estocástico ótimo, tem como objetivo o projeto de sistemas que maximizam uma função objetivo sobre o tempo. Isso corresponde aproximadamente à nossa visão da IA: projetar sistemas que se comportem de maneira ótima.

Lingüística (de 1957 até a atualidade)

  • A Lingüística Moderna e a Inteligência Artificial “nasceram” aproximadamente na mesma época e cresceram juntas, cruzando-se em um campo híbrido chamado lingüística computacional ou processamento de linguagem natural.
  • Grande parte do trabalho em representação do conhecimento (o estudo de como colocar o conhecimento em uma forma que um computador possa utilizar) estava vinculado à linguagem e era suprido com informações da pesquisa em lingüística que, por sua vez, estava conectada a décadas de pesquisa sobre a análise filosófica da linguagem.

 

 
 
 
Design by: Instrutor.com © - Direitos reservados