| Interfaces de
Disco
Unidades de disco também precisam
de controladoras para atuar como intermediário entre
o disco propriamente dito e a CPU. Atualmente, a maioria
das placas de sistema tem esta controladora como parte integrante.
Vários padrões já houve para unidades
de disco rígido, sendo que atualmente se utiliza
principalmente o ATA (também chamado de IDE) e o
SCSI.
St-506
Primeiro padrão de interface usado
nos discos rígidos do PC. Suas primeiras unidades
usavam um padrão de codificação (esquema
usado para converter os bits em sequencias de fluxos magnéticos)
dos dados denominado de MFM (Modulação de
Frequencia Modificada). Tecnicamente, isso fazia com que
tais unidades tivessem capacidade maxima de 127 Mb, com
taxa de transferencia de 655 Kb/seg.
Posteriormente, passou-se a usar o padrão RLL (Run
Lenght Limited), que faz uso mais eficiente da superfície,
permitindo unidades de até 200 Mb com taxas de 800
Kb/seg.
O problema da ST-506 é o fato da inteligência
do drive ficar na placa controladora, e portanto unidades
de fabricantes diferentes ou até do mesmo fabricante
não funcionavam na controladora existente, e portanto
uma troca da unidade de disco exigia também uma troca
da controladora.
Por razões óbvias, este padrão logo
foi abandonado.
ESDI
Padrão desenvolvido em 83 pela Maxtor Corporation
para aprimorar o ST-506. O seu nome vem de Enhanced Small
Device Interface - interface aprimorada para pequenos dispositivos.
Neste caso, a inteligência foi movida para o circuito
da própria unidade de disco, ficando sua controladora
quase como meramente uma interface de dados.
Eliminou-se então as limitações do
ST-506, de modo que as taxas de transferencia atigem valores
de 1,25 Mb/seg a até 3 Mb/seg. Da mesma forma, o
limite do tamanho do disco aumentou para 1Tb (teorico).
Atualmente, este padrão também está
obsoleto, mas sua idéia básica de se colocar
a inteligência no drive foi aproveitado pela seu sucessor,
o padrão IDE.
IDE e EIDE - ATAPIi
No padrão IDE (atualmente denominado
ATAPI) a “controladora” do equipamento é
apenas uma interface de comunicaçào, e por
isso tecnicamente ela é muito simples.
Resultado: Os fabricantes de drives podem ter mais liberdade
de recursos a serem acrescentados nos seus discos, bastanto
que o protocolo básico de comunicaçào
IDE seja mantido, e por outro lado os computadores ficam
mais simples de projetar.
As primeiras versões da IDE tinham limitações:
suas unidades só podiam ser discos rígidos,
limitadas a duas unidades, e o tamanho dos discos não
podia ultrapassar 528 Mb.
A partir de 94, entrou em cena o padrão EIDE (Enhanced
IDE), que passa a aceitar até 4 dispositivos, podendo
aceitar, além de discos rígidos, unidades
de CD-ROM, unidades de fita e unidades de discos removíveis,
e o limite de 528 Mb foi eliminado.
Atualmente, este é o padrão de unidades de
disco para os computadores atuais, sendo que a interface
IDE é embutida na placa mãe, sendo controlada
pela própria BIOS do equipamento.
Durante a evolução do padrão IDE, várias
formas de transferencia de dados foram implementadas, tendo
como objetivo maximizar o desempenho: PIO Mode 2, PIO Mode
3, PIO Mode 4, Ultra DMA, Ultra DMA 66.
Existe porém, um ligeiro problema com a IDE: o seu
uso implica em carga da CPU, o que não é problema
para estações e equipamentos domésticos,
mas pode se tornar problemático em equipamentos servidores
de rede e de bancos de dados.
SCSI
A interface SCSI (pronuncia-se izcâzi),
ou Small Computers Systems Interface foi desenvolvida na
década de 70, e seu objetivo era conectar periféricos
de terceiros a mainframes IBM. Este padrão foi evoluindo
até ser normatizado em 86 pelo comitê ANSI.
Portanto, SCSI não é usado apenas para unidades
de disco, mas para qualquer periférico, incluindo
unidades de fita, scanners, impressoras, etc...
Podemos considerar o SCSI como um barramento que é
conectado ao barramento da CPU. Todas as unidades SCSI interligadas
a este barramento devem possuir inteligência própria
para se comunicar com esse barramento.
Os periféricos SCSI são ligados em daysy-chain,
ou seja, um após o outro, podendo se interconectar
até 7 periféricos em um canal SCSI.
Por ser uma extensão do barramento, temos que a eficiência
da transferência de dados é aumentada.Enquanto
os discos IDE podiam transferir cerca de 2MB/seg, discos
SCSI já trabalhavam com taxas de 5 MB/seg.
O padrão SCSI original evoluiu para o SCSI-2, capaz
de taxas de 10 MB/seg e para SCSI-3, podendo atingir taxas
de até 40 MB/seg.
Diferente da IDE, não existe sobrecarga da CPU quando
a unidade de disco está sendo acessada, o que faz
com que este padrão seja o preferencial para o caso
de servidores.
O problema maior com unidades SCSI é de ordem economica
- discos SCSI são bem mais caros que discos IDE de
mesma capacidade, e além disso para se colocar uma
unidade SCSI em um equipamento deve ser colocada uma placa
de interface SCSI, pois a BIOS normalmente não acessa
discos SCSI. |