Introdução
Edistem dois tipos de informação:
Visual e Descritiva. Informação
visual é por exemplo a imagem vista na
tela do computador. Informação
descritiva é referente ao modelo matemático
que representa os objetos visualizados.
A área de Processamento de Imagens abrange
operações que são realizadas
sobre imagens e que resultam em imagens.
Computação Gráfica
abrange as operações de síntese
de imagem, ou seja, a geração
de uma visualização do modelo.
A área de Visão
Computacional abrange as operações
de análise dos objetos contidos na imagem
e a geração de modelos matemáticos
desses objetos

Na área de Computação
Gráfica se encaixam programas de arquitetura,
design e simulação gráfica,
tais como as utilizadas em filmes com animação
por computador.
Programas comerciais que representam
muito bem esta área são o AutoCad
e o Studio 3D, ambos da AutoDesk, e o Corel
Draw da Corel.
Em processamento de imagens
usa-se o modelo de matricial e a computação
gráfica geralmente se baseia no modelo
de objetos vetoriais.
Neste modelo os objetos são
armazenados apenas a partir da descrição
das coordenadas de seus vértices, sejam
elas espaciais ou planares (três ou duas
dimensões, respectivamente).
Dessa maneira utiliza-se um
sistema de coordenadas Cartesiano, onde os objetos
podem ser escalados, rotacionados e transladados
com maior liberdade para cada objeto.
O modelo matricial utiliza
uma matriz de dados para armazenar a informação
de cor em cada ponto da imagem, onde o sistema
de coordenadas é obviamente uma grade
de números inteiros que descrevem a posição
na matriz.
Portanto, no modelo matricial
não há distinção
dos objetos contidos na imagem. Além
disso, armazenar a matriz que contém
a imagem geralmente exige muito mais memória
que armazenar a descrição vetorial.
Tópicos de Processamento
de Imagens
Pontos de Captura e Visualização,
armazenamento e por fim Processamento.

Contínuo x Discreto
Podemos pensar em uma função
contínua como um corda sem emendas que
se estende indefinidamente (ou seja infinita)
e por mais que você corte essa corda,
sempre poderá cortá-la um pouco
menor indefinidamente (ou seja infinitesimal).
Matematicamente estamos falando
de uma função real definida na
reta toda (em Â), onde para cada valor
de x fornecido sempre existe um único
valor de f(x) obtido.

O computador só é
capaz de armazenar bits, um valor que pode ser
0 ou 1. Para simplificar as coisas juntou-se
8 bits formando uma palavra chamada de byte.
Um byte então pode
assumir 28 = 256 valores diferentes, variando
de 0 a 255.
Quando falamos de sistemas
operacionais de 16 bits e 32 bits, estamos falando
da maior palavra que aquele sistema pode processar
de uma vez, por isso sistemas de 32 bits são
mais eficientes que os de 16.
O computador trabalha sempre
com números inteiros ou na melhor das
hipóteses com uma aproximação
de um número real, chamada de ponto flutuante
(isso porque o número de bits dedicado
para as casas decimais é flexível
de acordo com o número).
Por conseqüência,
não é possível representar
uma função contínua no
computador. Podemos apenas simula-la.
Discretização
O processo para trazer uma
função contínua para o
computador é discretizando-a (ou digitalizando-a),
ou melhor, tomando valores pontuais ao longo
de x e guardando o valor de f(x) correspondente
(é claro que o eixo f(x) também
é contínuo, assim também
precisaremos discretiza-lo).
O processo de discretização
do eixo x (o domínio) é chamado
de Amostragem, o do eixo f(x) (o contradomínio)
é chamado de Quantização.
A discretização
de qualquer sinal contínuo primeiro passa
por uma amostragem e depois passa por uma quantização.
Não podemos armazenar um sinal que se
estenda indefinidamente, portanto o sinal digital
também é limitado a um intervalo
do domínio.

A amostragem que vemos na figura
é a mais comum de todas e mais popular,
implementada na grande maioria de dispositivos
de captura.
É chamada de uniformemente
espaçada, pois cada amostra é
tomada em intervalos iguais. Embora existam
outras técnicas de amostragem que utilizam
menos amostras onde a função é
monótona e mais amostras onde a função
apresenta mais irregularidades.
O Paradigma dos Quatro
Universos
O paradigma especifica 4 universos.
O universo Físico, onde estão
os objetos do mundo real.
O universo Matemático,
onde formulamos descrições abstratas
desses objetos.
O universo de Representação
vai permitir trazer essas descrições
abstratas para o mundo digital, e é onde
se dará a discretização
dos sinais contínuos.
O universo de Implementação
é onde é feita a codificação
do sinal discretizado na memória do computador
através de uma estrutura de dados.

A imagem fotográfica
é obtida do mundo real através
de câmeras ou sensores que captam luz.
A imagem capturada em um filme fotográfico
representa bem a imagem real que queremos transportar
para o computador. Repare que o filme define
um plano limitado por um retângulo, onde
cada posição nesse plano contém
a informação de cor relativa aquela
posição; a imagem neste caso é
um sinal de cor 2D contínuo, onde o domínio
é o plano e o contradomínio é
o espaço de cor.
A discretização
disso é muito simples, segue os mesmos
princípios da discretização
de sinais 2D contínuos quaisquer.


, onde x e y são números
reais, limitados ao intervalo de 0 e X, e de
0 a Y, respectivamente.
Colocamos isso em um gráfico:

A imagem digital é obtida
a partir de uma amostragem e de uma quantização
dessa função, como já foi
visto, e pode ser representada pela mesma função,
só que neste caso, x e y são números
inteiros.
Uma vez amostrado o plano
temos uma matriz de valores que representam
a cor. Cada elemento dessa matriz é chamado
de Pixel (abreviação de Picture
Element).
Matematicamente estamos falando
de uma função real definida na
reta toda (em Â), onde para cada valor
de x fornecido sempre existe um único
valor de f(x) obtido.
Mas, ainda não falamos
nada sobre a quantização da cor.
Na realidade cor também é um fenômeno
físico para o qual precisamos fazer os
mesmos passo que fizemos para o plano da imagem.
Precisamos descobrir a definição
de cor, suas representações e
como trazê-las para o computador. Por
enquanto, vamos deixar essas discussões
de lado e atacar a questão de amostragem
do plano 2D onde as cores estão distribuídas.
A figura a seguir ilustra
o processo de discretização da
imagem e mostra uma possível codificação
da cor para cada elemento da matriz.


Codificação
|