Antes de mais nada é
importante conhecermos alguns detalhes técnicos sobre
o tão falado disco digital.
O disco compacto, como foi batizado no final da década
de 70, é formado por uma quantidade gigantesca de
micro cavidades dispostas em sua superfície na forma
de espiral. Esta espiral é dividida em setores, cada
setor possui rigorosamente o mesmo tamanho e, portanto,
o mesmo volume de dados. No início e no fim de cada
setor existem bits de sinalização para identificarem
as mudanças de setores durante a leitura. Só
como exemplo, um quadro de áudio digital (frame)
gravado no disco possui 588 bits, divididos entre dados
(408 bits), sincronismo (27 bits), canais (17 bits) e codificação
de erros (136 bits). As dimensões destas micro cavidades
ficam mais claras quando damos exemplos como: na largura
de um fio de cabelo humano cabem 30 trilhas de disco óptico,
sem falar que um feixe laser é 50 vezes mais fino
que um fio capilar. Estas comparações nos
permitem entender as dimensões envolvidas nesta tecnologia.
Um CD convencional de áudio possui 34 milhões
de frames, cada 3mm de trilha do disco tem 30 mil bits de
correção de erros.
O mais fantástico ainda é o fato de que na
combinação entre largura e comprimento destas
micro cavidades, obteremos a informação digital.
Sim, é exatamente isso: de acordo com o tamanho da
cavidade e no conjunto delas, teremos mais ou menos luz
refletida, assim como maior ou menor variação
desta luz refletida para a unidade óptica, compondo
a base da informação gravada (código
binário).
O processo físico de fabricação e gravação
dos discos envolveria uma análise bastante abrangente,
fugindo do objetivo maior do nosso estudo. Sendo assim,
farei uma rápida abordagem do tema.
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